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Mosaico de Fotos

11 de julho de 2013

Menina de fases

E aqui estou eu depois de um longo tempo sem postar. Vida corrida e o facebook para eu extravasar a vontade de contar sobre Alice justificam a ausência.
Hoje deu saudade de registrar como está nossa pequena aos 2 anos e 10 meses de idade...
Acredito que o que mais chama atenção agora é o tanto que nossa garotinha fala, fala, questiona, tira conclusões, inventa palavras por querer ou errando mesmo e quer saber de tudo o tempo todo.
Continua elétrica, mas para tudo se algo colocar a cabecinha dela para pensar, aliás se ela está com sono, a melhor formar de mantê-la acordada e dar coisas pra ela usar a cabeça.
Ela entrou na fase do "ou" faz alguns dias, pergunta o tempo todo: "Você gosta de rosa claro ou rosa escuro?" "Seus dentes estão limpos ou sujos, papai?" "Você prefere a Galinha Pintadinha ou a Angelina Ballerina, mamãe?"
E está deixando a mamãe aqui maluca com a separação que ela resolveu fazer com: "Isso é de menina, aquilo é de menino."  Eu que sempre fiz questão de não sexualizar cores e objetos. Com isso o pai introduziu a palavra "Unissex" ao vocabulário dela. Está sendo muito útil.
Comecei escrever esse post faz uns dias e não consegui terminar, então "pesquei" algumas Pérolas do FACE para concluir:


Pérolas copiadas do FACE à partir do dia 17 de junho...

Alice me grita, chego no quarto ela está escalando a estante:
eu: "Alice você não pode subir na estante, ela vira em cima de você. E quebra. Você já viu alguém subindo na estante?
ela: "Não. E o moço conserta a estante?"
eu: "Você também quebra." (tentando colocar um pouco de juízo na cabecinha)
ela: "Aí, pega um pouquinho de você e um pouquinho do papai e faz Eu?"


De manhã Alice levanta e vai pro meu quarto e já chega falando pelos cotovelinhos:
Alice: "Era só um sonho..."
eu: "Você sonhou com o que?"
ela: "Com dinossauros."
eu: "Eram grandes?"
ela: "Não. Eram de pelúcia. O que você sonhou?"
eu: "Sonhei com uma festa na rua, com muita gente."
ela: "Na calçada?"
eu: "Na calçada e na rua, a rua fechada pra não passar carros."
ela: "Os carros na garagem? O portão fechado para na saírem e não entrarem."

Para Alice, lugar de carro é na rua e das pessoas na calçada e ponto final.


Eu tentando ver um pouco do noticiário sobre as manifestações e Alice pedindo desenho:
"Filha, tá vendo aquelas pessoas nas ruas? Elas estão tentando melhorar o nosso país. Tem gente que não tem o que a gente tem, filha e sofre."
Alice: "Eles não tem casa? Vou construir uma casa pra eles. Eu sei construir, eu sou já sou grande."


Todas calcinhas da Alice tem desenho, menos uma que é toda branquinha, dou a roupa para o pai vesti-la e começa a falação:

ela: "Essa calcinha não tem nada? Ela é só branca, igual da mamãe."
pai: "Ela é bonita, filha?"
ela: "A branca é bonita, a bege não..."



Alice jantando:
"Eu não gosto de ovo não."
eu: "Você sabe pra que o ovo serve? Ele é bom pro cérebro, faz a gente pensar e aprender. Você não quer aprender? Tem que comer ovo."
ela: "Você não comeu ovo não?"
eu: " :S"


Vindo da escola com Alice e pensando em fazer uma atividade com vulcão eu questiono querendo saber o que ela sabe sobre o assunto:

"Alice, você sabe o que é um vulcão?"
ela: "Sim, é uma montanha sem a parte de cima."
eu: "E o que sai de dentro do vulcão?"
ela: "Fogo."


Saindo da escola Alice vê o mural vazio:
"Hoje é dia de nada?"



13 de março de 2013

Brincar sem brinquedo

Bem antes de Alice nascer eu já observava crianças próximas e seus brinquedos maravilhosos, uma quantidade enorme de brinquedos, tudo prontinho, cenários com itens inimagináveis, ou melhor, cenários nos quais a criança brinca sem precisar criar nada, imaginar nada.
Vivemos em uma época do tudo pronto, queremos tudo da forma mais rápida possível e esquecemos do valor de desejar, conquistar, esperar, fazer. Queremos apenas o endereço de onde comprar e poder aquisitivo para consumir.

Então, numa das muitas conversas sobre como seria a educação de nossos filhos, marido e eu resolvemos prestar muita atenção pra não exagerar nas compra de brinquedos. E isso incluiu avisar avós e tios também para não ficarem dando brinquedos sem motivo ou data.

E assim estamos fazendo, de muitas crianças que conheço, Alice é a que tem menos brinquedos comprados prontos.

Então ontem depois de apresentar Alice para as cartas de um baralho, fiquei aqui observando ela brincar. Depois de ver os números, símbolos, Alice começou inventar, como sempre faz. As cartas viraram um caminho no qual ela colocou carta atrás de carta de forma impecável. Pisou em uma carta e colocou em seu pé, na mesma hora pisou em outra e saiu dizendo estar fazendo pegadas de porco. Dobrou uma carta e fez uma casinha de cachorro. Depois, como estava sem blusa por causa do calor, "colou" duas cartas e disse que estava de top de sereia.

Deixamos muitas coisas ao alcance de Alice,  ela inventa demais. Adora fita crepe, papel toalha e cartolina, ela amassa, dobra e faz bichos, flores, animais...

Ela tem também cobertas que viram fantasias, cabelo da Rapunzel, minhoca, rabo de sereia. De uma escadinha/banco que temos aqui em casa, virou sua carteira, e essa carteira hoje virou um fogão, com forno para os dominós/pães de queijo.

No parquinho ela também vê coisas em tudo, galhos que viram bandeiras, folhas que são penas, pedras que são bichos, banco que vira caixa de supermercado e piano, e muitas outras coisas que ela imagina do nada mesmo.

Brincar sem brinquedo pode ser muito divertido e  desenvolve a criatividade e imaginação das crianças. Para nós pais da Alice é uma viagem entrar na fantasia dela, a gente se diverte demais.




19 de fevereiro de 2013

Escola (parte 2)

Terceira semana de aula, Alice está terminando a fase chamada de "adaptação" na qual a criança fica menos tempo e vai aumentando gradativamente.
Começou com bem pouco tempo, deixava ela as 13:15 e buscava as 14:30, a cada dois dias aumentava 30 minutos. Hoje buscarei Alice as 16:30. Amanhã 17:00 e a partir de quinta no horário normal, as 17:30.

Tem sido bem tranquilo para ela, natural mesmo. Nenhuma reclamação, nenhum choro. Parece que ela tem a rotina de ir para a escola faz tempo.
E eu??? Eu estou demorando mais para adaptar, ficar a tarde toda sem ela comigo. Ontem fui a primeira a chegar na escola, 15 minutos antes da hora que abrem o portão.
Tem dias, como hoje, que olho ela de uniforme saindo com a lancheira nas mãos e não acredito que outro dia ela era uma bebezinha.

Todo dia vem me perguntando se a professora vai ensinar algo:
"A professora vai me ensinar ser astronauta?"
"A professora vai me ensinar virar cambalhota no chão?"
"A professora vai me ensinar fazer fogueira de graveto pra assar marshmellows?"


Na entrada solta das mãos minhas e do pai e entra sem se despedir. Essa semana estou me despedindo em casa, desejo boa aula, dou beijos, para a mamãe aqui não ficar tão carente.
Hoje mandei beijos e ela pegou no ar, abriu a gola da blusa e guardou no coração, morri de amor!

Quando busco posso ficar a última da fila, pois ela não vai se mexer até a professora convencer ela que a aula terminou.


Valeu observar e esperar o momento dela iniciar a escola. Valeu pesquisar muito para encontrar uma escola que estivesse de acordo com o que acreditamos ser bom para uma garotinha de 2 anos. Valeu visitar a escola muitas vezes para que Alice conhecesse tanto as instalações e quanto as pessoas.

Não imagino como seria se ela chorasse, eu acredito que não deixaria de jeito nenhum, mas isso eu vou ficar sem saber.




Professora dando um gostinho da hora do lanche, pra não matar a gente de curiosidade..



17 de fevereiro de 2013

30 meses de Alice no nosso país!

E continuamos com a sensação que o nascimento de Alice acelerou o tempo e de repente lá se vão 2 anos e 6 meses com a nossa pequena.
Não tenho saudade dela bebezinha, Alice não dá tempo para eu ter saudade, ela preenche minhas horas, minha cabeça, me preocupa muito, me diverte muito e me faz ainda mais feliz.

Alice com 2 anos e meio é uma criança que fala demais, argumenta muito, questiona e tem uma sede de conhecimento que nos deixa muitas vezes sem respostas. É frustante dizer "Não sei." várias vezes por dia pra esse garotinha.

Nesse último mês ela passou de perguntas como: "O que é isso?" "O que tem dentro?" "O que você está fazendo?" para outros questionamentos como: "Como é o seu apartamento madrinha?" (a madrinha mora em SP e ela não conhece) "O que tem dentro da lua?" e "Como faz o bolo?" "Do que faz o queijo?"

Anda fazendo "dobraduras" com qualquer papel que encontra, inclusive papel toalha. Amassa, amassa e vem mostrar, geralmente flores ou bichos.

Brinca sozinha, conversando com os brinquedos, nessa horas eu espio mesmo, bem quietinha, é uma delícia de ver. Também folheia livros e finge ler, inventando histórias.

E a imaginação rola solta, de manhã geralmente ela acorda "gatinha" e vem gatinhando do seu quarto, entra no meio da gente miando e chamando de "mamãe gatinha" e "papai gatão", e lambe a gente, e de repente se enrola no lençol e vira tartaruga, ou Rapunzel...

Iniciou  a escola antes do carnaval, soltou da minha mão e entrou sem dizer nem tchau, depois na hora que busco a professora tem que convencer ela que a aula terminou. Vai, se diverte, mas não sente falta no final de semana.

Adora brincar de correr, explorar totalmente ambientes novos. Faz de conta e transforma qualquer coisa em outra, é muito mais divertido ver ela brincar com coisas que encontra pela casa ou parque do que com brinquedos prontos. Gosta de ver desenhos na TV, mas na hora que desligamos procura outras coisas pra brincar e não pede. Continua não gostando de repetir desenhos, somente os relacionados com o Espaço. Pela primeira vez manifestou o desejo de ser algo. Queria saber se a professora da escola ia ensinar ela ser astronauta e depois de explicado, disse que vai ser astronauta quando crescer.


Raramente faz birras, nem lembro da última. Mas é de uma insistência absurda em fazer milhões de vezes algo que já pedimos e repetimos e ensinamos que não deve ser feito. Nessas horas colocamos sentada no corredor, para tirar o foco do problema e conversamos bastante com ela sobre o motivo dela ter ido pro castigo. Muitas vezes ela mesma se coloca de castigo, mimata.


No geral se alimenta bem, mas virou macaquinha e só come banana, apesar de tomar sucos variados de frutas, vai entender? Ainda toma leite puro. Continua fazendo uma lambança se come sozinha, pois TUDO vira brinquedo, e comida dá uma massinha muito legal pra Dona Alice.


O sono é sempre uma questão delicada por aqui, Alice passou a dormir a noite toda, fiquei muito feliz, e de repente começou acordar novamente, algumas vezes fala dos sonhos, e demora a voltar a dormir. Tenso...

Well, well, poderia escrever um livro sobre esse momento de Alice, queria tanto ter algum lugar para ajudar a memória que falha mesmo, mas me contento com esse resumão rápido enquanto o pai coloca a pequena pra dormir. E as fotos???????? As fotos ficam pra outro post...





22 de janeiro de 2013

29 meses da Alice no nosso país!


Quero muito ao menos tentar registrar Alice aos 2 anos e 5 meses, tentar, pois está muito difícil de organizar os pensamentos e colocar no papel.

O que mais chama atenção na Alice é a fala, ela conversa muito, tem vocabulário bem amplo é tagarela demais. Ela raras vezes pergunta o por que das coisas, geralmente ela mesma dá a justificativa. por ex: "Você vai tomar água por que você está com sede, mamãe?"
Pergunta o tempo todo: "O que é isso?" "O que você está fazendo?" e quando respondo, estou fazendo arroz, ela pergunta: "O que você está fazendo, agora?" então tenho que ser mais específica: "Estou lavando o arroz."

Se interessa muito pelo Espaço, quer saber nomes dos planetas, adora foguetes, e também sobre o corpo humano e o que tem dentro das coisas.
Anda interessada em ler, pergunta o nome das letras do alfabeto, já aprendeu algumas e finge que lê.
Está aprendendo inglês desde novembro e já guardou bastante vocabulário, cores, frases, e até hoje foram nem 10 aulinhas, mas ela tem interesse e sempre pergunta: "O que é isso em inglês?" e depois sai usando, outro dia quando estava empurrando seu triciclo em uma calçada ruim ela gritou: "Watch out, Mom."

Anda tentando fazer dobraduras com papel, amassa, amassa e depois vem me mostrar, avião, bicho, flor, e quando olho, parecem mesmo o que ela tentou fazer. Anda dando forma em massinha também e percebo que ela está começando a desenhar alguma coisa e não apenas rabiscar e dizer que é algo, está dando forma ao desenho, bem simples ainda.

Não curte quebra-cabeça, quando monto com ela, parece que depois de ver o desenho que formou uma vez ela não quer montar mais. É assim também com desenhos, só quer novidade, os únicos que pede pra repetir são o que são sobre o espaço.

Adora teatro, e tem a peça favorita "Os Saltimbancos", também gosta de exposições e reconhece alguns dos parques e praças que vamos pelo nome.

Está super empolgada em ir pra escolinha, quer saber o que a professora vai ensinar pra ela, quem são os outros alunos e diz que ela é "estudante".

Continua bem arteira (adoro) e que sempre experimentar novos movimentos com o corpo, vive se metendo em confusão por causa disso, mas está cada dia mais ágil.


Fantasia demais, se transformar em bichos o tempo todo e o pai e eu também, tem manhãs que eu já acordo escutando: "Mamãe dragão." essa é a pior, mas tem também a "Mamãe baleira." "Mamãe gatinha."


Se eu ficar com esse post aberto sem publicar logo,  já vi que não vou conseguir terminar, pois sempre falta alguma coisa.
Quero tentar escrever mais sobre Alice, a memória depois não ajuda mesmo a lembrar o que e quando as coisas aconteceram. Promessa de ano novo, escrever com mais frequência, será que vou conseguir????

14 de janeiro de 2013

Feliz Ano Novo!

Tem gente que vira o ano assim que entra dezembro como o meu marido, tem gente que só vira o ano depois do carnaval. Eu acredito que esteja pronta para começar 2013 hoje, nessa segundona, já no meio de janeiro.
Viajamos de férias, visita veio e foi embora, marido voltou a trabalhar...

Janeiro, mês de popularização do teatro aqui em BH e de preparar Alice para o início das aulas dia 5 de fevereiro. Esse é o assunto da vez por aqui. Mas todo o processo de pesquisa, escolha e matrícula durou quase 2 anos.
E agora em janeiro Alice está frequentando a escolinha para brincar e se ambientar com o espaço físico e conhecer as pessoas. Poderia dizer que é uma adaptação, mas eu realmente não gosto dessa palavra empregada ultimamente junto ao ingresso precoce de um bebê à escola.

Alice teve seu primeiro contato com o ambiente escolar em uma visita à escola dos primos pouco depois de completar 1 aninho. Foi apenas uma visita rápida, mas o suficiente para ela se enturmar com professoras e crianças.
Depois com 1 ano e 4 meses ela teve a oportunidade de ir em uma festinha de aniversário em outra escolinha, ficou bem à vontade e chorou na hora de ir embora.
Depois de fazer 1 ano e meio, Alice começou falar e brincar de escolinha e então decidi visitar a escola que muitas mães que conheço colocaram os filhos.

Levei Alice no meio da tarde, fomos muito bem recebidas e pudemos permanecer nas dependências da escola livremente pelo tempo que quisemos. Alice brincando e interagindo e a mamãe observando TUDO.
De tudo que haviam me falado de bom sobre a escola ainda fui surpreendida pelo ambiente harmonioso e feliz. Imagina um lugar com crianças de 2 a 6 anos em que você não ouve nenhum adulto alterar a voz e nenhuma criança reclamar ou chorar???? Eu que já passei por muitas escolas fiquei de boca aberta.

Alice precisou se convencida a ir embora depois de 1 hora e meia e depois dessa experiência passou a falar da "minha icolinha cololida" e pedir para ir.
Alice fez 2 anos em agosto e decidimos matricular ela para o ano de 2013 quando ela estaria com quase 2 anos e meio. Outra visita com o pai que aprovou também e até achou que tem muito adulto pra pouca criança, marcamos a avaliação que é feita com uma das proprietárias que é psicóloga e pedagoga, na qual é avaliado a maturidade da criança para se afastar do ambiente familiar com segurança, nessa escolinha só são aceitas crianças maiores de 2 anos por meio período.
Alice ficou por mais de 30 minutos apenas em companhia da diretora fazendo atividades no ambiente escolar, sem a presença minha ou do pai. No final, veio a diretora sozinha conversar com a gente pois Alice não quis sair do pátio. Fizémos a matrícula!

Ainda levei Alice para visitar a escola duas vezes antes de terminar 2012. E conversamos muito com ela, sobre como vai ser, levamos ela pra escolher a lancheira. Outro dia ela perguntou se eu vou ficar na escola, expliquei que não, que a escolinha é para crianças, que ela fica com a professora e eu e/ou o pai buscamos quando a aula termina. Ela fala o que vai levar de lanchinho e pergunta sobre o que a professora vai ensinar e nós dizemos e sempre ouvimos: "Que mais?"

Uma coisa interessante e diferente nessa escola é que nas férias eles convidam os pais a levarem os filhos para brincarem na escola, muito bom para os alunos novos conhecerem e ótima oportunidade para as crianças se ambientarem antes do início das aulas. Quinta passada levei Alice, lá ela encontrou outros amiguinhos que vão ser da mesma turma e outras crianças maiores, brincou muito, fez lanchinho e queria saber que hora ia ter aula.

Até dia 5 espero levar ela várias tardes para brincar e aguardar o início das aulas, não sei quem está mais ansiosa, Alice ou a mamãe.



Fazendo lanchinho na escola.

Escalando...










21 de dezembro de 2012

Estamos por aí...

Faz tempo que não atualizo isso aqui, assunto não falta, mas o tempo anda raríssimo. E o que me fez ter um pouco de tempo nem é bom, Alice está febril e dormiu no sofá, coisa que só aconteceu três vezes, todas por causa de febre.
Alice faz 2 anos e 4 meses próxima segunda (hoje), continuo cuidando dela em tempo integral. Mas, voltando também a fazer coisas sozinha, enquanto o pai cuida dela. 
Ela está uma delícia de conviver, fala muito bem, constrói frases extensas com artigos, pronomes, verbos e vocabulário bem variado. Está praticamente eliminando as últimas dificuldades em sílabas com R e L, plástico, branco...e fala muito, o tempo todo.
Continua elétrica, sempre procurando fazer alguma arte e como é criativa nessas horas...
Pérolas aparecem o tempo todo, mas a maioria só curto no momento e depois se perdem na memória fraca de mãe.
E depois de 2 anos, estou voltando a ler, fazendo planos para me ocupar nas tardes do próximo ano quando Alice estiver na escola.
E o post que começou ser escrito na sexta ainda não foi terminado na segunda...
Alice ainda teve febre sexta pra sábado, sábado durante o dia, sábado pra domingo e então a febre se foi sem nenhum outro sintoma. Nem por isso deixamos de passear muito como sempre fazemos pois apesar da febre ela estava disposta como sempre.
O tempo continua acelerado, e a certeza de que fizemos a escolha certa quando decidimos que eu cuidaria de Alice em tempo integral só aumenta quando vemos ela crescendo feliz e segura, raras são as birras famosas nessa idade, é muito sociável e simpática por onde passa.

P.S.: Comecei escrever esse post na sexta, na segunda não terminei e hoje já é sexta de novo. Então bora publicar assim mesmo.



13 de novembro de 2012

Pérolas de Alice (32 de infinitas)

Alice adora brincar com a saliva, e outro dia eu pergunto:
"O que você está fazendo?"
"Tô fazendo bubble."


Alice anda descobrindo as cores diferentes de olhos, chegou em uma moça no parque, olhou pra cima e:
"Seus olhos são veides?"
"Não, são mel."
Logo depois olha pra outra moça de olhos claros:
"Seus olhos são mel?"


"Alice já falei pra não ficar embaixo da cadeira..." (cadeira que eu estava sentada)
"É pá ficá stand up?"
"Sim."
"Posso ficá sit down?"


Papai pergunta esperando Alice dizer que a mamãe fez o bolo, mas:
"Quem fez bolo de cenoura?"
"Eu."
"Quem mais?"
"O Cocoricó..."


Sentada num banco do parque:
"Que isso?"
"O braço do banco."
"Ele tem mão?"
"Não."
"Ele tem pénas?"


"A dotora tá sem fone de ouvido pá escutá o colação...cadê minha maleta?
"............"
"Achei." Coloca o estestoscópio de brinquedo e continua:
"Tô com o fone de ouvido pá escutá o colação de alguém."


Alice percebe que estou arrumada e começa:
"Que binco lindo, que esmóte lindo...você tá de batom?"


P. S.: Começamos com as aulinha de inglês, foram duas aulas de 30 minutos na semana passada, desde então Alice começou usar o vocabulário e também perguntar "O que é isso em inguêis?"

5 de novembro de 2012

Pérolas de Alice (31 de infinitas)

Estávamos nós duas na sala e Alice me pede algodão:
"Quero agodão, quero agodão, quero agodão..."
"Senta aí que a mamãe vai te dar." e vou até o quarto pego um tanto de algodão, quando entrego pra ela escuto:
"Quero algodão de comer..."
"Onde você viu?"
"Na paça."
Mamãe super atrasada, não sabia que ela sabia da existência de algodão-doce.


Alice vai mostrar sua revista de Princesas para o pai que diz:
"Que lindo seu livro de Princesas."
"Não é livo, é verista."
  

Alice no carro brincando com a mochila guia, puxava o cachorrinho pelo rabo e soltava e dizia:
"Vô levantá ele...eu vô deslevantá ele..."


Na casa de uma amiguinha que tem irmã de 3 meses, chegou perto do berço e chamo Alice pra ver, quando ela visualiza Luíza no berço solta:
"Ela tá pesa, quem vai salvá-la?"
Entendi na hora o motivo de Alice tentar pular a grade do berço antes e 1 ano e meio...


A gente ensina Alice a pedir licensa, agradecer, ser educada e então escuto ela dizer para um amiguinho que estava emf rente ao brinquedo que ela queria subir no parquinho:
"Não me atapalha." dando um empurrãozinho leve, ainda bem.


Atrasados para o  almoço e a gente voltando pra casa de carro, Alice começa pedir:
"Quero biscoito, quero biscoito."
"Filha eu sei que você está com fome, nós estamos indo pra casa pra você almoçar..." eu explico com toda calma
"Tô com fome de biscoito."


Alice vem com uma bonequinha bebê abraçando e beijando e eu pergunto:
"Qual o nome dela?
"Não sei."
"Vamos dar um nome pra ela?"
"Siiim."
"Qual nome você gosta?"
"Alice."
"Quer chamar sua bonequinha de Alice?"
"Sim."
E então eu descobri que Alice gosta do próprio nome.

4 de novembro de 2012

Pérolas de Alice (30 de infinitas)

Quando era bebezinha pai e eu combinamos de não morder Alice para que ela não aprendesse morder as pessoas, deu certo, outro dia brincando com o papai ele deu uma mordidinha nela e ela grita:
"Não pode modê, não sou comida."


Alice se enrola em lençóis, mantas e se diz sereia, depois que li a estória da Ariel quando ela se desenrola diz:
"Ganhei pénas, a sereia ganhou pénas." e me mostra suas perninhas fofas.


Alice muito manhosa na hora de dormir:
"Cuida de mim, mamãe." tradução: "Deita aqui na minha cama."
"Quero mamãe, mamãe você qué mim? Você qué eu mamãe?
  E lá vou eu deitar ao seu lado, quem resistiria???


Quase todo dia ficamos por último no parquinho e Alice sente falta dos amiguinhos, outro dia chegamos no parque a tarde e não tinha ninguém ela olhou ao redor e:
 "Cadê meus amiguinhos? Eles desapaleceram, eles tão noto lugar..."


"Qual o nome do buraco do nariz?"
"Narina."
"E o nome do buraco do olho?"
(silêncio...)


Alice estava no colo do pai que diz:
"Vou te sacudir..." e sacode ela que reclama:
"Não pode me sacudi, não sou uma maraca."


Alice vê uma parte da Terra em uma revista e fala:
"É o paneta Terra, que a gente mora."


Alice encontra um cartão de visita nas coisas do vovô Josimar e pergunta pra ele:
"É catão do seu bóg?"  
("É cartão do seu blog?" isso porque eu tenho cartão do blog e mostrei e expliquei pra ela que temos um blog, agora todo cartão que ela encontra pergunta se é do "bóg" de alguém)


P.S.: Pérolas atrasadas, era para terem sido publicadas em 29 de outubro, mas cadê tempo?????

culpa, sim!

Definição do dicionário:

culpa
cul.pa
sf (lat culpa) 1 Ato repreensível ou criminoso. 2 Responsabilidade por um ato ou omissão repreensíveis ou criminosos: "Culpa é toda violação de um dever jurídico" (C. Beviláqua). 3 Conseqüência de se ter feito o que não se devia fazer. 4 Delito, crime. 5 Causa de um mal. 6 Pecado.

Sempre ouvi, mesmo antes de ser mãe, "a culpa nasce junto com a mãe", sempre achei estranho, e depois de ser mãe discordo totalmente.  
Todos nós sentimos culpa sendo mães ou não. A grande questão é que quando nos tornamos mães o alvo dos nossos erros podem ser os filhos, então isso nos torna responsáveis diretos pelas consequências ruins do que fazemos e podemos muitas vezes visualizar o mal que causamos e isso tira o sono, gera a tal da famosa culpa da maternidade.

Depois que me tornei mãe de cara me senti culpada por não conseguir amamentar, fiz tratamento, lutei com as armas que tinha e não deu. Então passei a observar o que eu podia fazer para minimizar os efeitos do não aleitamento, investi em alimentação saudável e na minha presença para criar o vínculo mãe/filha. Deu certo e hoje essa culpa não me atormenta mais.

Logo depois de Alice fazer um aninho tive que dar papinha comprada pra Alice numa emergência, era a janta e mesmo assim fiquei me sentindo culpada por uns dias. Mas, pera aí...eu sempre fazia a comida dela, com produtos orgânicos e frescos, e ela se alimentava muito bem e no outro dia já havia voltado para sua rotina de alimentação, essa me livrei fácil, fácil.

Já me senti culpada por perder a paciência com Alice e achar que tinha alterado a voz com ela, chorei, me descabelei e...passei a me policiar para que não acontecesse novamente.

Necessitamos da culpa, ela nos faz ter o peso na consciência que pode nos fazer mudar em relação ao que está causando danos. É um aviso de que algo pode dar muito errado à curto, médio ou longo prazo. Não fazer nada em relação à causa da culpa na maternidade é condenar nós mesmas e nossos filhos.

Que toda culpa nos faça refletir e mudar nossas atitudes e que elas venham e possam ir sem causar grandes danos.

25 de outubro de 2012

Posts imaginários

Já é hora de ir pra cama e nessa hora, com a cabeça no travesseiro eles aparecem, quase toda noite, "os posts imaginários", acho que são como os amigos imaginários das crianças, só eu vejo, só eu sei da existência deles.
Mas eles existem sim e  são tantos, a maioria de assuntos muito interessantes, esse post mesmo é um post de um post imaginário...entenderam????
E os posts imaginários não aparecem apenas a noite antes de dormir, pode ser em qualquer lugar em que Alice me deixe pensar um pouco mais do que cinco minutos.
Agora lá vou eu pra cama na companhia dos meus posts imaginários...

Nem mês, nem dia, nem hora...

Está decretado que o "desfralde" por aqui vai acontecer da forma mais natural possível e no timing de Alice. Depois de ler muito, de pesquisar muito, de queimar muitos neurônios pensando, cheguei à conclusão que não posso decidir a hora de tirar a fralda, Alice quem vai decidir.
Mas isso não quer dizer que vamos ficar de braços cruzados esperando.

Alice está sendo preparada para parar de usar fraldas desde sempre. Sempre me acompanha quando vou ao banheiro, sempre falo com ela, e sempre lidamos com o xixi e coco de forma muito natural.
Compramos um redutor de assento com escadinha, para ela já passar da fralda para o vaso sanitário, desde que chegou estava guardado, então semana passada Alice começou tirar a fralda, eu perguntei se ela queria usar calcinha e ela gostou da idéia, depois ofereci a escadinha para ela fazer xixi no vaso, ela adorou a ideía.
E assim passamos boa parte da tarde, Alice sentada no vaso, tentando fazer coco que ela já havia feito pela manhã, chorando por não conseguir, e não querendo sair do banheiro, foi tenso minha gente.

Desde então a escadinha fica no banheiro, ela jaz fez coco e xixi lá. Sempre lembro e ofereço, às vezes ela vai senta e não sai nada, mas vai se acostumando com a idéia.
Tem dias que ela pede para tirar a fralda, coloca calcinha, tira calcinha, fica pelada...e assim vamos, sem pressa alguma e um alívio danado no meu coração por ter decidido fazer dessa forma.





23 de outubro de 2012

Pérolas de Alice (29 de infinitas)


Brincando com um camelo, um elefante e um dinossauro que ganhou do vovô Josiamar:
"O camelo mora no deséto. Onde o elefante mora?"
"Na África, na savana africana."
"E o dinossauro?"


Falo pra Alice:
"Sabe quem vem aqui hoje? A Elaine." (moça que limpa aqui em casa)
e ela pergunta:
"Ela vai bincá comigo?"


Alice coloca pulserias no dinossauro e eu pergunto:
"Você colocou pulseiras no seu dinossaruro?"
"Eu empestei pá ele."


O tempo todo Alice pergunta o nome das coisas, o pai limpando o nariz dela:
"Qual o nome desse buraco?"
"Narina."


"Que cê tá fazendo mamãe?"
"Estou fazendo arroz."
"Não tá fazendo macarrão?"
 "Não."
E Alice me vê pegando o tempero com o cabo da colher que não cabia no pote...
"Não é assim, não é assim."


Entra um homem no elevador falando no celular e Alice no triciclo começa:
"Qual o nome dele?"
E eu vou respondendo baixinho:
"Não sei."
"Qual é seu nome?" olhando pro cara que nem dá confiança
"Você vai pô parque também?"
Nunca o elevador demorou tanto.


Na espera pela sessão de cinema Alice se enturma com um menino de mais de 4 anos, fofo, sentamos juntos e ela abraça o braço dele e fala:
"Você  é bonito."
"O que?" perguntou eu sem acreditar no que tinha ouvido e ela repete:
"Ele é bonitinho."


Chamamos o porteiro em casa para contratar o serviço dele de pintor, enquanto o pai tenta conversar Alice entra no meio deles, olha pra cima e fala:
"Vamo bincá, Vómi? (Valmir)
"Brincar do que Alice?"
"Vamo fazê comida com eu."


Mais tarde explicamos que o Valmir vai pintar as paredes do seu quarto, tentando que ela escolhesse a cor, mas toda vez que falamos, o Valmir vai pintar seu quarto ela completa:
"Eu e o Vómi, nós vamo pintá..."
"Não, filha, só o Valmir."
"Nós dois?"
"Olha Alice o mapa de Belo horizonte..."
"Eu moro aqui, eu moro aqui."

18 de outubro de 2012

Escola (parte 1)

Alice está oficialmente matriculada para estudar no próximo ano quando estará com 2 anos e meio.
A princípio não tínhamos a intenção de colocá-la antes de 3 anos (concordando com o pediatra dela) , mas observando Alice decidimos que já está na hora dela.
Primeiro, ela pede para ir pra escolinha desde que visitou a escola dos primos pouco depois de fazer 1 aninho.  Segundo, ela já se comunica verbalmente com facilidade. Terceiro, os dias estão cada vez mais longos com Alice em casa na parte da tarde. Sinto que ela precisa de um lugar que possa desenvolver outras habilidades, conhecer outras pessoas e ambiente. Estar um pouco londe de mim que cuido dela desde que nasceu. Quarto, encontramos a escola que acreditamos ser a melhor para esse momento dela.

Mesmo percebendo tudo isso ainda estava insegura quanto ao início das aulas, se ela vai ter segurança em ficar na escola sem a presença minha ou do pai. Mas para eu ficar um pouco mais tranquila recebemos aviso três semanas atrás que não poderíamos mais acompanhar Alice durante a aula de Musicalização que ela frequenta uma vez por semana desde que completou 1 ano.
Decidimos sair gradativamente da sala de aula, então semana passada o pai ficou no jardim da escola e eu levei Alice até a sala de aula, com a intenção de ficar uns 10 minutos e depois sair, mas quando ela soltou da minha mão e entrou, eu falei que esperava por ela lá fora, fechei a porta e sai sem pensar...
Sentei ao lado do marido e ficamos lá olhando pra porta esperando a hora que a professora viria com Alice chorando e querendo a gente. E o tempo passou, e a aula terminou e aí sim, Alice veio toda sorridente e feliz encontrar o papai e a mamãe que estavam mais perdidos do que cego em tiroteio.

É um sentimento maluco, bate uma vontade lá no funco dela chorar e me querer e sentir minha falta e bate um orgulho danado por ela ter autonomia para ficar sem a nossa presença e se sentir bem mesmo, não se sentir abandonada, e não precisar de tal da "adaptação".
Hoje teve outra aula e pensei que podia ser diferente, ainda esperei que ela só pedisse pra eu entrar junto, mas que nada, dessa vez nem precisei levá-la até a porta da sala de aula, fiquei abandonada antes da porta de entrada da escola e lá foi ela com a professora dela, mas que somente apresentou as crianças para uma professora que veio substituí-la na aula dessa semana.

É isso, estou me adaptando ainda, e também me preparando para ficar a tarde toda sem minha pequena no próximo ano. Me sentindo abandonada, mas eu vou me adaptar. Sei que vou...



14 de outubro de 2012

Pérolas de Alice (28 de infinitas)

 Alice vê as luzes de um avião da janela da nossa sala e pergunta:
"Que aquilo, que aquilo? Uma estela voando????"


Brincando com apliques de florzinhas de plástico da vovó:
"Amarelo, laranja, azul, amarelo tansparente."


Essa aconteceu faz umas duas semanas:
Papai estava mostrando uma foto da Alice com o Papai Noel e ela pergunta, mostrando o Papai Noel:
"Quem tá fantasiado?"


No parquinho apareceu uma bola com o Globo Terrestre desenhado e Alice vê um menino brincando:
"Ele tá chutando o paneta terra, tadinho do paneta terra."


Alice vê batata palha daquela bem fininha no prato do pai e pede:
"Quero macarrão."
"Isso não é macarrão."
"Me dá espaguete pu favô..."


Alice precisou de atendimento médico por causa de vômitos, quando estávamos saindo do consultório falamos para ela:
"Agradece o doutor, filha."
"Obigada, você me consertô."


Alice vem ao meu encontro pedindo:
"Quero dinheiro, quero dinheiro."
"O que você quer comprar?"
Ela pensa, pensa,  olha ao redor e solta:
"For, rosa pá por ali em cima..." mostrando o lugar que penduro orquídeas.


"O que galinha come?"
"Milho."
"Que mais?"
"Pipoca." falo, lembrando de um episódio da Casa do Mickey".
"Que mais?"
Ah, sabe que mais galinha come? Minhoca!
"Não, minhoca não é comida."


O pai penteando o cabelo da Alice e ela pede:
"Deixa eu, deixa eu..."
"Você é pequenininha, o papai tem que te  ajudar pentear o cabelo."
"Deixa eu me ajudar, deixa eu me ajudar."


Depois do almoço, coloco uma blusa e calça estampada com babado na barra para sairmos, mas Alice diz:
"Estou de pijama, me dá leite pra eu dormir"


Entramos no elevador e um senhor entra junto, então Alice pergunta:
"Você vai pra nossa casa?"


O pai sai com Alice na manhã do dia 12 e me deixa dormindo, quandop voltam ele me conta que explicou que é Dia das Crianças, então eu pergunto:
"Sabe que dia é hoje, filha?"
"Sim, dia da Alice."

P.S.: Papai tirou férias, viajamos e as pérolas atrasaram e muuuitas se perderam pelo caminho de muita diversão que tivémos nessas duas últimas semanas, essas se salvaram.

28 de setembro de 2012

Passa batom em mim

Faz um tempo que Alice se interessa pelos meus esmaltes, repara na maquiagem. Faz de conta que passa batom, finge lixar as unhas, essas coisas de menina imitando a mãe. Mas até hoje nunca tinha demostrado vontade de usar nela.

Eu sabia que ela pediria logo e esse dia chegou. Hoje, brincando de beijar pedaços de papel e me dar eu também beijei de batom e dei pra ela e depois de alguns beijinhos no papel ela pede, mostrando a própria boca: "Passa batom em mim."

Well, well, eu sou daquelas que não curte mesmo criança com maquiagem ou esmalte, por dois motivos:
-meninas são naturalmente lindas, e devem aproveitar isso, essa não necessidade de se enfeitaram, essa liberdade de estarem sempre prontas sem artifícios;
-e o mais importante, esses produtos podem causar alergias, e não é só no momento que passam, o uso precoce de certas substâncias podem causar alergias ao longo da vida.

Então eu peguei minha menininha no colo, e expliquei que criança não usa batom, só gente grande. Questionei, se ela já viu as amiguinhas de batom, ela disse que não. E falei que ela podia fazer de conta.
Alice desceu do meu colo, pegou uma colher rosa e "passou batom" toda feliz, simples assim.

Sei que outros pedidos virão, por enquanto dá pra segurar assim na base da brincadeira.

Feita com editor de imagens, só pra ter uma idéia da diferença...


27 de setembro de 2012

A garotinha

E de repente, não mais que de repente Alice se transformou, demorei alguns dias para reconhecer minha filha nessa criaturinha cheia de vontades e birrenta e chorona e nervosa e....

Foi assim, numa bela tarde de muito calor, como no dia anterior peguei a caixa de brinquedos para encher de água e ela brincar um pouco antes do banho da tarde, coisa que ela sempre adorou. Coloquei os brinquedos, liguei chuveiro e quando chamo a minha Alice, uma outra garotinha responde que não quer tomar banho, insisto pouco pois não era uma necessidade daquele momento e deixo pra lá.

A noite na hora do banho essa garotinha diz novamente que não quer tomar banho e dá trabalho pra entrar no chuveiro e chora muito e grita e  a mãe chora...

Na noite seguinte a mesma coisa, não queria tomar banho, então tentei mudar a rotina (eu entro no chuveiro, pai tira a roupa da pequena, me dá ela, depois pega para levar pro quarto e colocar pijama), levei a tal da garotinha para o banheiro, fechei a porta e disse que nós duas íamos tomar banho juntas, então ela se rebelou pra valer, e quanto mais eu tentava acalmá-la, mais ela chorava e gritava e  começou a dar tapas nela e me acertou também, eu apenas virei ela na direção do bidê e ela continuou estapeando o coitado, descontroladérrima, eu tive que intervir pois sua mãozinha já estava ficando roxa.

Desisti e chamei o pai, ele entrou pegou ela no colo, e enquanto ela gritava, esperneava, (ela só não xingou por que ainda não sabe) ele tirou sua roupa e me deu a garotinha, eu chorava embaixo do chuveiro e pensava em levar na psicóloga, benzer, e tentava achar uma explicação para aquela cena.

Depois desse episódio mais assustador, conversei com algumas mães com filho na mesma idade, e todos eles foram abdusidos, todos com os mesmos sintomas. Ufa, pelo menos não somos os únicos pais com filhos surtados em casa.

Mais tranquilos, pai e eu decidimos pela firmeza com as coisas que são essencias (banho, hora da comida, hora de dormir...) e mais flexíveis com outras, para nos poupar de tanto estresse. Essa garotinha (até que nossa Alice volte) pode escolher uma roupa, pode não querer tomar o banho da tarde, pode não querer ir ao parquinho...)

Depois da birra para não tomar banho em que o pai colocou a garotinha embaixo do chuveiro, nas noites seguintes, avisada que é hora do banho, ela reclama, e é notificada que vai tomar banho sim, quer queira quer não. E ela tem reclamado muito pouco. Acredita que ontem, durante a reclamação para não tirar a roupa, a gente pegou ela rindo, RINDO minha gente, como se aquilo fosse uma brincadeira legal de fazer com o pai...

 Percebemos que a garotinha ainda tem nossa Alice dentro dela, pois Alice é bem esperta, entende o que explicamos rapidamente e entendeu que esse tipo de birra não vai funcionar por aqui.

E em pouco dias tudo se tranquilizou novamente, Alice está numa fase adorável, brinca, conversa, está carinhosa. Mas eu continuo ouvindo um tic tic tic tic, me alertando que a garotinha pode explodir a qualquer momento...

26 de setembro de 2012

Responsabilidade e equilíbrio

Ah, a maternidade e todas as reflexões que ela traz...ou não.
Quando escutei o chorinho de Alice na maternidade e a peguei nos braços pela primeira vez a única coisa que bateu forte, mas forte mesmo, foi um sentimento de responsabilidade absurdo.
E o tempo foi passando e de repente Alice completou dois anos, e eu completei dois anos como mãe/cuidadora período integral. A responsabilidade é realmente grande e ainda assusta.

Mas o que tem me consumido os neurônios por agora é a busca pelo equilíbrio, se é que mulher+maternidade+esposa+alguns dias de TPM+terrible twos combine com a palavra equilíbrio, né.
E aí mesmo que o bicho pega, nesse tempo de mãe/blogueira e com contato ao vivo com outras tantas mães eu sinto uma falta de equilíbrio enorme no maternar. Essa é a minha percepção, só minha, apenas minha??? Claro que não, acredito haver muitas outras mulheres/mães que se sintam assim também.

 Eu ando por aí e vejo muitas correntes, tem da alimentação saudável, do attatchment parenting, do "sou mulher/mãe independente e meu filho vai pro berçário com 6 meses, é bom pra independência dele", tem gente a favor das palmadas e do deixar chorar, tem de TUDO.
E eu tenho uma dificuldade enorme em aderir a tais seguimentos, já parei de seguir muitos blogs por não conseguir ficar lendo sobre o mesmo assunto como se não houvesse um conjunto de coisas importantes na criação de um filho. Acho perigoso demais a gente se fechar à uma doutrina, uma filosofia, um tipo de alimentação, a vida é plural demais e quando acreditamos demais em algo a tendência é pararmos de questionar e o próximo passo é a não evolução.

Levando esses pensamentos para a maternidade eu sempre questiono, o  que é importante nos cuidados com um filho, quais são as prioridades, o que não pode faltar de jeito nenhum e o que é opcional????????
O que eu acho ser bom pra Alice é realmente bom pra ela???? Me preocupo com a saúde física, e também com a saúde emocional, e com a educação formal e...e...e...e penso, e questiono junto ao marido e vamos moldando a nossa família.

Equilíbrio é difícil demais, mas pelos menos pensar sobre isso já nos dá a oportunidade de estarmos abertos e disponiveis para tentar conseguir chegar o mais próximo possível de uma vida balanceada.
Penso, logo insisto nessa busca e que Deus me ajude, amém!

24 de setembro de 2012

Pérolas de Alice (27 de infinitas)

Alice brincava com várias crianças dentro de um canteiro desativado no parquinho quando uma mãe entra, ela olha pra cima e fala:
"Aqui é lugar de quiança..."
"Tá bom Alice, você está certa." diz a mãe saindo do canteiro e morrendo de rir.


Pai chega em casa e percebe que o nariz de Alice está sujo, então fala:
"Vamos limpar o nariz com sorine?"
"Eu limpo com o dedo."


Alice e papai brincando no quarto, papai montando coisinhas com os pinos mágicos,
então Alice reclama:
"Para de montar, vem dançá comigo píncipe Éric."


Um dia Alice não queria vestir blusa pois estava "fantasiada" de sereia enrolada na manta do sofá, então o pai explicou pra ela que sereias usavam tops, que eram blusas pequenas que mostram a barriga, então outro dia ela pegou a Jasmine e falou:
"A Jasmine tá de top."


Depois que Alice e eu cortarmos o cabelo, eu estava pagando quando o papai sai com Alice pra calçada e ela começa chorar desesperada, eu vou até eles achando que que ela chorava por ter se afastado de mim e ela grita:
"Eu não quero ir embora da cabelereeeera..."


No parque Alice vê a lagoa com a água bem esverdeada e depois de um tempo pede:
"Vamos procurar a lagoa azul?"


No cinema, logo após começar o filma, eu não paro de olhar pra Alice, pra ver se ela está gostando, se os óculos 3D estão certos então ela fala:
"Mamãe."
"Que?"
"Você não tá assistino o filme." 


Biblioteca no Parque, Alice e eu adoramos!